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// "One of These Days" // Interviews

// Veronique Droulez



Qual é a sua inspiração? O que é que tem em em mente quando está a fazer styling?
Me, myself and I!

Como descreveria o seu trabalho?
È fantasia, é um sonho, é brincar com a Barbie!

Quais foram as principais fotógrafos ou designers que a influenciaram na sua carreira?
Acho que fui influenciada por fotógrafos como Steven Klein ou Steven Meisel. Adoro a criatividade em fotografia!

Em três palavras, defina-se.
Louca, louca e...louca!

Nova Iorque, Paris, Los Angeles ou Montreal?
Eu amo Paris, porque sou francesa e poruqe trabalhar com modelos franceses é mais divertido e abre mais espaço à minha criatividade... as modelos francesas não têm medo de arriscar e misturar roupas, estilos e designers. Para além do mais, em Paris estão, para mim, os maiores designers de moda de todos os tempos, como John Galliano ou Jean Paul Gaultier.
Na América ainda se está muito preso ao look total... Como a vida é super agitada e não se tem tempo para nada, as pessoas limitam-se a comprar e vestir um só designer; só Jil sander ou só Kenzo...
Resumindo, NY é óptima pela energia e pelo dinheiro, “money talks!”. Em paris, muitas vezes trabalhas de graça, só pela paixão de o fazer!


Já tinha estado antes em Portugal?
Sim, estive aqui uma vez em férias. É um país lindo e as pessoas são fantásticas.

Vinho ou Champagne?
Ambos!




// Rachel Blais


Quais as vantagens e desvantagens de ser modelo?
Acho que a melhor coisa de todas no meu trabalho é viajar e conhecer pessoas novas. A pior, diria que é toda a pressão exagerada que depositam em ti... há modelos que começam a carreira muito novas e a maneira como são tratadas pelas agências nem sempre é a mais correcta...
Qual o teu designer de moda favorito?
Depende sempre da estação e das colecções, mas geralmente prefiro designers novos, por toda a sua paixão e energia.

Segredo de beleza.
Só uso produtos ecológicos e orgânicos para a pele, que aconselho. Ah, e sejam felizes!

Peça de roupa favorita.
Adoro vestidos, vestidos são óptimos! É só vestir, e estás óptima!

Qual o melhor trabalho que já fizeste?
Foram dois: um para a Vogue Italiana, que adorei, e outro para a Vogue Inglesa, no Peru; foi fantástico!





// Nininha Guimarães dos Santos

Organizada, super-activa, deliciosamente espontânea, Nininha Guimarães do Santos recebeu-nos no seu atelier com um sorriso na cara. Quis ser bailarina, tocou piano, veio de malas e bagagens do Porto para Lisboa, vibra com bossa nova /tango e sons do brasil , e descobriu já depois dos 40 a paixão da joalharia.


Uma mulher forte com um talento especial, que, em conjunto com uma equipa de colegas ( já do tempo da escola Ar.Co), desenha e executa peças personalizadas, minimais, encantadoras.
Diz que destesta aqueles que agradam a Gregos e a Troianos, mas a nós parece-nos difícil que não agrade a toda a gente... Adorámos a pessoa em si, e o seu trabalho, que, segundo ela, é o seu perfil.
Num cantinho na Baixa, convivem alicates e soldaduras, velas de cheiro, joalharia e talento. Vejam as peças maravilhosas que vos mostramos e fiquem com a entrevista.
Visitem o espaço!

// Interview

// Nininha Guimarães dos Santos

Qual foi o seu percruso antes de descobrir a paixão da joalharia?
Queria seguir Belas Artes, mas acabei por tirar Psicologia. Comecei a trabalhar no Ministério do Trabalho, onde fiquei 15 anos e depois representei, em conjunto com amigos, uma marca de roupa. Com 42 anos, decidi pensar noutra coisa... e assim surgiu a joalharia.
Quando e como nasce o atelier?
O meu atelier nasceu três anos depois de eu ter feito o curso de joalharia, no Ar.Co (que é, para mim, a melhor escola, pela liberdade criativa e pela dinâmica e talento de todas as pessoas que lá trabalham) em Dezembro 2003.
O atelier nasceu porque eu gostava realmente de trabalhar naquilo em que trabalho hoje. Então surgiu este espaço, que era uma loja e atelier de uma colega minha; aluguei-lho e, mais tarde, acabei por lho comprar. Este espaço foi um acaso...
Na altura, eu não explorava este espaço sozinha; éramos um grupo de colegas chegados da escola e decidimos criar este projecto comum. Com o passar do tempo, fiquei só eu, com a Susana Van e a Rita Faustino; depois o Artur Madeira juntou-se a nós.


Sendo assim, o objectivo nunca foi meramente comercial?
Não, de maneira nenhuma. Este é um atelier com perspectivas diferentes; procuramos um trabalho muito mais personalizado e, devido a isso, ganhámos muitos clientes.
Para além d as encomendas personalizadas os clientes pedem muito a transformação de peças que já não gostam; umas interessantes, outras menos... e o nosso trabalho é torná-las mais bonitas. Muitas vezes, trazem-nos coisas sem valor comercial, mas com muito valor sentimental. Já aconteceu a transformação ser tal, que até nós nos surpreendemos. Apesar de uma certa limitação da margem para trabalhar com essas peças, geralmente as clientes confiam e os resultados são satisfatórios.


Pode dizer-se então, que o seu atelier tem uma faceta de “clínica artística”?
Sim, mas tem que haver um limite, uma noção mínima, que, por vezes, falta. Já aconteceu pedirem-nos para fazer imitações de Bvlgari’s ou Cartier’s. Mas isso recuso imediatamente, não faço. Quem quer, tem que comprar. Quando muito, podem transmitir-me uma ideia para eu interpretar...o resultado final passa pela interpretação da pessoa e da minha, pelo que acaba por ser diferente.
Penso também que, este atelier, para além de um atelier de joalharia, acaba também por ser um atelier de arte, já que “vive” da alma e da criatividade dos artistas/artesãos que aqui trabalham.


Qual a faixa etária das vossas clientes?
Temos clientes de todas as idades... Até aos noventa e tal anos... Isto também porque as pessoas sabem que eu faço um tipo de trabalho de recontextualização das peças.


Actualmente, quais são as tendências?
Eu não sigo tendências de moda, nunca segui; claro que há coisas que gosto, mas, para mim, as tendências não são uma regra a seguir. A maior parte das vezes transformo, intervenho, porque gosto de coisas personalizadas. Não consigo pensar em tendências de massa e, sinceramente, às vezes o gosto das pessoas espanta-me; para mim, antes de mais, os gostos discutem-se... Não digo que tenho bom ou mau gosto, é o meu! E o balanço que tenho tido até agora é positivo.
Depois, acho que tem tudo a ver com o corpo que usa a peça... o gosto é pessoal, único e a joalharia é aquilo que pode marcar a diferença, romper com essa imposição das tendências e dizer um pouco sobre a pessoa. Por isso é que, quando as pessoas fazem encomendas de peças para oferecer, eu preciso de saber para quem é...e saber a idade, se a pessoa em questão é conservadora ou não... isto para ajustar a peça à cliente.

O meu trabalho é muito experimental... as coisas acabam por nunca ficar como as pensaste à partida, porque ao longo do processo de criação as coisas vão-se transformando, vais sempre tendo ideias, destróis, soldas, derretes, bates... E as coisas acabam por ficar lindíssimas.


Quais as técnicas e os materiais que vocês mais usam?
Bem, é sempre um processo muito manual. Trabalhamos muito com alicates, soldaduras... Quanto aos materiais, posso quase dizer que trabalhamos com tudo!... a lista vai desde o papel ao ouro!


Qual a diferença entre bijutaria e joalharia?
Na bijutaria compra-se tudo feito e monta-se; na joalharia desenhamos e executamos tudo. Na joalharia, as peças não são industrializadas, são feitas, personalizadas e montadas por nós. Por exemplo, as peças de algodão da Rita são jóias em crochet, em linha de algodão. A joalharia pode ser feita em papel, em linha... E muitas vezes as pessoas não estão abertas para perceber isso, ficam agarradas a conotações. É como ires ver o urinol do Marcel Duchamp... para alguns é uma obra de arte, para outros é só um urinol.
Na joalharia podes explorar as técnicas, a criatividade, o azar ou a sorte da execução... é um processo interessantíssimo.


Onde é que já expôs o seu trabalho?
Já expus em muitos países da Europa, no Brasil, Marrocos e Rússia.


E qual a opinião lá fora acerca do trabalho dos portugueses na joalharia?
Os portugueses são considerados o supra-sumo! Lá fora as condições das escolas são espectaculares e imensos estrangeiros querem vir para cá estudar; por exemplo, os japoneses têm escolas em Tóquio para as quais adorava ir, e querem vir estudar joalharia para Portugal.


E executa alguma coisa em férias?
Claro! Sou incapaz de estar parada. Para mim, tem sempre de haver uma componente de trabalho e criação; aliás, para mim, isso é que são férias! Fui passar o mês de Setembro ao Brasil com a Rita e corremos todas as retrosarias (chamadas “armarinhos” no Brasil). Comprámos sacos e sacos de material e fiz imensas coisas... A Rita faz um trabalho muito minucioso, trabalha com fio da algodão da espessura de cabelos e fez uma mala maravilhosa. Eu fiz, sem exagero, pelo menos sete carteiras grandes, trabalhadas, que ofereci às pessoas que lá moravam.


Então, mais que um trabalho, a joalharia é sempre um prazer...
Sim, completamente! E infelizmente, hoje em dia, é impossível viveres da joalharia. Os artistas nunca foram ricos, nem vão ser, vão ter que ter sempre mecenas.


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Doce ou salgado?
Salgado.
Preto ou branco?
Preto.
Chá ou vinho?
Chá.
Música favorita?
Depende dos dias. Gosto muito de música clássica, sobretudo de Beethoven, que me transporta; gosto de jazz, Bossa Nova e da música da Luísa Possi, uma brasileira que mescla tango com samba.

Cinco coisas sem as quais não pode passar sem?Dinheiro, amor, amizade, sol e território (não necessariamente por esta ordem).

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//Teorias Simples
Nininha Guimarães dos Santos

Rua de São Julião, 7
1100-524 Lisboa
Tel – 21 887 75 25


Aberto de 2.ª a 6.ª feira
Das 10.30 às 19.30 (Nininha diz que se os clientes quiserem, o atelier fica aberto até mais tarde)


// Make(Up) your Carnival // making of

Fiquem com o making of do nosso "Make (Up) your Carnivel e esperem para ver o resultado final... Podemos dizer, com toda a certeza, que é espantoso!

(Como é claro, não podíamos perder a oportunidade de fazer umas perguntas e saber o que está a dar, actualmente, no mundo dos cabelos e da maquilhage. Fiquem com as entrevistas...)

//Catarina Pedroso
Make-up artist

Quais as tendências de maquilhagem actualmente?
Assim como os cabelos, para uma boa maquilhagem é preciso ter uma pele cuidada; a pele é o mais importante, porque podes ter uma maquilhagem perfeita mas se a pele estiver mal tratada não vai resultar. Há que ter cuidados diários com a pele, como fazer exfoliação e usar um hidratante adequado.
Apesar das tendências, acho que a maquilhagem tem a ver com o gosto pessoal de cada um. Gosto de peles com brilho; na boca, a tendência são cores pastilha elástica, como o laranja e o salmão.

E olhos pretos, carregados, continuam a ser uma boa aposta?

Os olhos pretos usam-se sempre e é muito difícil esse tipo de maquilhagem ficar mal a alguém.



// Mimi Mira
Hair-stylist

Quais as tendências de cabelos?
Independentemente de serem curos ou compridos, encaracolados ou lisos, o mais importante é que os cabelos tenham um ar saudável e estejam bem tratados.
As tendências são efémeras; numa altura podem usar-se os cabelos curtos e passados três meses explodir a tendência de os usar pelo meio das costas, pelo que se torna complicado segui-las.
Para além do mais, há o medo generalizado de experimentar. Acho que as pessoas deviam arriscar mais porque o cabelo é a parte do corpo que podemos realmente mudar sem medo, porque volta a ser o que era passado uns tempos.
Faz-me confusão as pessoas que ficam anos com o mesmo look, o mesmo corte de cabelo. Acho que devem sempre experimentar coisas diferentes, nem que seja para terem uma má experiência, saberem que não a voltam a repetir e até mesmo voltar ao corte de cabelo dos 15 anos.


// Backstage and Interview by Mariana Saraiava



//Interview Models

Ontém mostrámo-vos o backstage da produção "The Party is Over", da revista Zoot. Nos intervalos das mudanças de roupa, das fotografias e das eventuais pausas para satisfação de necessidades primárias (sim, porque este trabalho levou horas e horas, acreditem), aproveitámos para entrevistar Rita Gonçalves, Andreia Contreras (CentralModels) e Julia Melnykova (EliteModels), as modelos escolhidas para protagonizar a sessão, e que desempenharam na perfeição o seu papel ambíguo de meninas/mulheres.

// Rita Gonçalves, Andreia Contreiras e Júlia Melnykova

Aqui ficam as entrevistas...


// Diz-nos qualquer coisa sobre as modelos que as pessoas não saibam.
Rita
- São pessoas normais.
Andreia - Têm celulite.
Júlia - Não somos tão perfeitas como a maior parte das pessoas pensam; somos pessoas normais.


// Segredo de beleza...
Rita
- Desmaquilhar sempre a pele.
Andreia - Dormir bem.
Júlia - Bebo muito chá! Não sei se isso ajuda, mas...

// Viagem de sonho...
Rita - Israel.
Andreia - Índia.
Júlia - Atlântida.

// Estilista/marca para o qual gostarias de desfilar...
Rita
- Nicolas Ghesquière
Andreia - Versage.
Júlia - Para mim, os estilistas têm todos o seu valor... Não tenho preferência por nenhum em particular. Aqui em Portugal, adoro os Storytaylors, mas já desfilei para eles.

// 3 características indispensáveis para vingares no mundo da moda...
Rita - Atitude, Paciência e Adorar mesmo o que se faz.
Andreia - Ser humilde, ter força de vontade e sentido de independência.
Júlia - Auto-confiança, determinação e humildade. Não podemos nunca perder a noção de quem somos.

// A tua peça/acessório de roupa favorita...
Rita - Sapatos.
Andreia - Jeans.
Júlia - Jeans.

// Doce ou Salagado?
Rita - Doce.
Andreia - Salgado.
Júlia - Salgado.

// Natal ou Passagem de Ano?
Rita
- Passagem de ano.
Andreia - Passagem de ano.
Júlia - Passagem de ano; Na Ucrânia o Natal não é celebrado como aqui.






//INTERVIEW_Ricardo Dourado


1. Quando e como é que surge o "Ricardo Dourado", designer de moda, em ti?
No 11º ano, quando no curso de fotografia/vídeo da escola Soares dos Reis, no Porto, os meus trabalhos eram tendencialmente relacionados com imagens de moda.

2. Quais as influências eternas do teu processo criativo?
Arquitectura, história do traje e o quotidiano.

3. A quem te diriges, com o teu trabalho?
A um público com interesse em moda , bem como às artes em geral. A um público que procura novos produtos ou novas perspectivas.

4. Qual foi o maior desafio da tua carreira, até agora?
Tem sido sempre a próxima colecção.

5. Quais os projectos em que estás, actualmente, envolvido?
Sou consultor de duas empresas têxteis no norte onde desenvolvo um produto vertical, passando pela escolha do fio e desenvolvimento do material até ao design da peça. Faço parte do grupo de formadores do CITEX onde dou aluas de “design de streetwear e sportswear” e de “planificação de portfolio” e estou também a criar os figurinos para uma coreógrafa amiga, que está a construir um trabalho muito interessante sobre o universo da Cindy Sherman.



6. Como surgiu a ideia de criares o teu blog?
Já há algum tempo que sentia a necessidade de criar um site onde as pessoas pudessem encontrar o meu trabalho. A ideia do blog surgiu quando pensava em desenvolver um site com características menos institucionais; a melhor forma para isso seria a criação não de um site mas de um blog.

7. Se não fosses designer de moda, serias...?
Designer de automóveis ( na realidade portuguesa de componentes para automóveis) , arquitecto ou fotógrafo / Cameramen em alguma produtora…

8. Doce ou Salgado?
Definitivamente doce depois de um salgado.

9. Que música tens ouvido ultimamente?
Bloc party e tudo que aparece em http://www.pigradio.com/

10. Não podes passar sem...?
My pills.

11. Serias facilmente apanhado a/em ...?
Cair / tropeçar / mentir.

12. Espaço de eleição.
Praia.

13. IN & OUT.
IN - ténis lavados
OUT – leggings

14. Preto é...?
A cor com a qual nunca me comprometo.

15. Qual a tua opinião sobre o Black is Back?
The new coolest blog in the city!!!






Fotografias - Cortesia de Ricardo Dourado



//INTERVIEW Sebastian Smith

//Fotógrafo//NY


O que é que estás a achar da ModaLiaboa este ano?
Acho sinceramente que melhorou, desde as edições anteriores.
Já vi desfiles muito bons! White Tent foi brilhante a todos os níveis: as texturas que usaram,
a escolha das cores (preto, banco e cinza)...Fiquei mesmo impressionado com toda a produção.
Katty Xiomara é sempre uma das minhas favoritas. Já o ano passado adorei o trabalho dela... e este ano tudo o que ela fez é fantástico! Tive a oportunidade de ver as peças pessoalmente, e estavam perfeitas. As costuras impecáveis, o detalhe, o pormenor (...) encontram-se em todas as peças, e, na minha opinião, é o detalhe que faz da roupa um elemento de estilo.
Se repararem bem, a maior parte das pessoas não tem um guarda-roupa cheio de alta costura... Optam antes por comprar peças muito específicas (malas, sapatos, óculos de sol...), que conjugam com outras roupas. Isso faz delas elementos de estilo.

Adoro a Katty porque as roupas dela são muito versáteis; e é isso que vai fazer delas peças clássicas, sempre na moda; dentro de dez anos ela poderá ser considerada “vintage”.


Qual a modelo com que mais gostarias de trabalhar?
Julia, uma modelo russa, que é fantástica!

Qual a melhor modelo com que já trabalhaste?
Fiz uma sessão com uma rapariga, Erin (Marylin Models, NY) que está muito na berra actualmente e que é fantástica! Espantosa, mesmo!
Transforma-se em frente a uma máquina fotográfica, relaciona-se bem com ela e isso é o
mais importante; a verdade é que, mesmo que uma modelo seja linda de morrer, isso não chega, se não tiver a atitude e a paixão.

Qual a diferença entre trabalhar com modelos masculinos e femininos?
É mais fácil trabalhar com homens do que com mulheres, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensam. Para editoriais, os modelos masculinos têm sempre um look típico: muito másculo, muito forte; para mim, são meros suportes...
É mais desafiante trabalhar com mulheres, porque não há looks pré-concebidos... tu é que
tens de fazê-los, e tens de ser original. Para além do mais, há muitos mais fotógrafos a fazer fotografia com mulheres do que com homens; tens realmente de fazer algo especial.
Mas isto também se prende muito com aquilo que gostas de fazer; tu fotografas aquilo que adoras! Eu adoro mulheres e sou apaixonado por fazer moda, são as duas coisas que mais gosto de fazer, portanto...
Mas atenção, há muitos bons fotógrafos a fazer fotos masculinas espectaculares.



O que é que acha da Portugal?

Adoro, é um sítio fantástico. Visualmente, é muito estimulante, porque para todo o lado que olhas, tens coisas magníficas para fotografar.
Fui a Sintra... vi o palácio, e para mim é um lugar lindo. Fez-me lembrar o castelo da Cinderela. E isso não temos nos EUA.


Sítios a visitar em NY

Maracujá – é bar em Brooklin, com um pátio magnífico. É O SÍTIO para ir! Sempre que amigos meus me visitam em NY, é o primeiro lugar onde os levo.
Café Noir – Soho; tem a melhor comida em NY e é lindo, de estilo mediterrâneo. Quando estou lá, não estou em NY, estou em Marrocos, ou algo do género. É uma experiência espectacular.
Times Square. É muito turístico, mas se fores a NY, não podes passar sem lá ir. As luzes, a mood do sítio, o magnetismo... É conhecido em todo o mundo, e se lá fores uma vez, nunca mais esqueces!
A ponte do
Central Park, para aqueles momentos especiais, que se tornam mágicos aqui.


IN & OUT em NY
Cabelo despenteado – IN
Motas – IN
Vespas – OUT
Sabrinas – OUT

http://www.sebastiansmithphoto.com

// FRANÇOIS LE CALVEZ // Interview

//François le Calvez
Booker da agência Metropolitan, Paris




O que é que estás a achar de Portugal?
Até agora só tive boas surpresas! Em Paris toda a gente acha que já conhece tudo acerca do mercado e do mundo da moda, e aqui as coisas não são assim; toda a gente se conhece, todos querem melhorar, todos têm um desfio. Isso é muito bom!

O que é que tens a dizer acerca da “moda dos portugueses”, em geral?
Bom, ainda não tive tempo para passear pela cidade e ter atenção a isso, portanto não estou apto para falar desse assunto.


Estás a gostar dos desfiles?
Sim, tive surpresas muito boas até agora. Muitos estilistas estão a fazer coisas inovadoras...
gosto particularmente das cores que usam.

Muitos estilistas, como por exemplo...?
Hmm... Os desfiles que mais gostei foram Isabella Capeto (a estilista convidada) e Miguel Vieira, que me remete para o estilo YSL.

Ah, e Dino Alves... É muito excêntrico, mas adorei!

O que é que tens a dizer sobre as modelos portuguesas?

Encontrei raparigas realmente bonitas! Apesar de, aqui em Portugal, as modelos serem mais comerciais do que em França, há duas em particular que gostava de levar comigo para Paris.

E podemos saber quem são as sortudas?

Adoro a Milena (Milena Cardoso –
LoftModels), “apaixonei-me” por ela, acho-a fantástica e quero mesmo que ela venha. A outra rapariga é a Milene (Milene Veiga – CentralModels), que é loura e acho que seria perfeita... tem estado irrepreensível em passerelle.

Qual é a sua modelo favorita actualmente?
Irina K (
Trump Managment, NY)
Actualmente, faz a campanha para “Daisy” da Marc Jacobs e também já fez a da DKNY. É sempre um prazer trabalhar com ela.

É uma das minhas meninas e estou muito orgulhoso dela! Quando tu realmente acreditas no potencial de alguém e depois isso se confirma, é óptimo!

(Irina Kulikova, nascida e criada em Moscovo, foi descoberta num restaurante em Moscovo. Daí até às passerelles de todo o mundo, foi um pulo. Fez a campanha de Outono 07 para a CK em NY, abriu o desfile da Prada em Milão, desfilou YSL em Paris, entre outros – Jil Sander, Gucci, Mil Mil, Chloé...)

Para terminar, diz-nos o que, para ti, está IN e OUT em Paris...
Bom, isso é uma pergunta difícil...
Hhmmm.... Está OUT usares skinny jeans se tiveres mais de trinta anos... é definitivamente out. E IN...hhmm... sapatos brilhantes, de verniz, sem dúvida
( e aponta para os seus próprios pés.
Como devem calcular, tinha uns calçados!).

// AMANDA JOHNSON Interview

// top model


Para fazer publicidade ao nosso blog, nada melhor do que uma mulher bonita... e nada melhor do que Amanda Johnson!
SIM, ela veio a Portugal!!!!Esta modelo inglesa, para além de ter uns olhos de cortar a respiração, de cantar (deviam ouvi-la a cantarolar Johny Cash), de ser super acessível e ter sentido de humor (a primeira vez que nos viu, ia cumprimentar-nos com um aperto de mão, mas como estávamos naquele empasse "damos um beijinho-não damos um beijinho", lá veio o beijinho e o comentário "oh, ok! everyone kisses here right?"), é realmente bonita! Não resistimos a fazer-lhe umas perguntas, que vos deixamos aqui, como bónus do backstage que partilharemos muito em breve convosco.



Qual foi o trabalho que fez de que mais gostou?
Por incrível que pareça, a moda, tão glamourosa para o público em geral, às vezes não é assim tão excitante; alguns trabalhos que adorei foram andar de helicóptero para fazer uma sessão fotográfica ou dançar com duendes e anões num castelo na Alemanha.

Quem é a melhor top model de sempre?
Nunca fui daquelas pessoas que acreditam que as modelos deviam ser consideradas mulheres ideais ou heroínas; o trabalho que fazemos é, pura e simplesmente, um trabalho como qualquer outro, que às vezes enfatiza coisas pouco importantes. Algumas das minhas heroínas são Amelia Earheart, Patti Smith e Carson McCullers. Se tivesse de escolher uma modelo, seria a Lee Miller (mas ela é muito mais do que só uma modelo!).

Pele ou vinil?
Desculpem, queridos animais, mas pele! Sempre pele! As pessoas vivem bem com o facto de comer animais e depois contradizem-se quando dizem que não devemos “vesti-los”. Eu concordo com a filosofia dos nativos americanos, de aproveitar o animal inteiro.

Está a gostar de Lisboa?
Sempre quis visitar Portugal e estou muito feliz por estar aqui, mesmo que seja por pouco tempo; Acho tudo lindo e espero voltar em breve. Obrigado por me terem recebido!


// TERU Interview

// Hair-dresser
Cabeleireiro japonês sediado em Londres

Teru é um cabeleireiro japonês estabelecido em Londres, que esteve em Portugal para fazer o hairdressing da nossa sessão fotográfica (portanto, estamos a falar da publicidade do blog que mais à frente poderão ver). Como nunca é demais saber o que está in ou não e como devemos arranjar os nossos cabelos para fazermos um brilharete, aqui ficam as tendências para o Inverno, segundo Teru.


Quais são as tendências para os cabelos, nesta estação?
Limpos, brilhantes, penteados e estilizados.
Nas últimas estações, o cabelo usava-se despenteado e seco (tipo bitchy look), mas agora essas tendências estão a mudar. Quer-se um look mais sofisticado e muito sexy.
Para conseguir este look, optem pelo uso de muito gel e muita laca. Resulta!


Fale-nos acerca da sua empresa de acessórios para cabelo.
Até há algum tempo, eu trabalhava para as grandes companhias, como a Vidal Sasson, Tony & Guy... No entanto, há 6 anos decidi juntar-me a uma equipa independente (que existe desde 1999), a “Team Propaganda Hair”.Inspirados pelos Bless, dois designers alemães sediados em Paris, começámos a interrogar-nos sobre o porquê de os acessórios para cabelos serem feitos por estilistas e não por cabeleireiros. Decidimos, então, começar a produzir acessórios para cabelos, feitos à mão (do género: elásticos com botões e afins...) e é nisso que estamos a trabalhar agora.

IN & OUT by Teru

IN // Banksy (designer gráfico); Colagens; Corte de cabelo Bob
OUT // Luzes da ribalta; Cabelo liso

// TIME OUT Lisboa / launch party@LUX


Agora Lisboa também tem uma revista de lazer e cultura! Ao lado de cidades como Londres, NY, Chicago, Abu Dhabi está a nossa querida capital. A partir de 26 de Setembro vão à papelaria, ao quiosque da esquina, ( e afins ) e comprem! Nós também o vamos fazer e depois damo-vos o feedback.
Podemos já adiantar-vos que a festa de lançamento dia 13 no Lux foi esplêndida: gente bonita, ambiente agradável, uma sangria dos deuses e umas trufas de chocolate que nos acabaram com a dieta…

No meio de tudo isto arranjámos tempo para falar com o director, João Sepeda, que, muito gentilmente, esteve à conversa connosco. Voyeurs?...então aqui fica a conversa!



Quais são as suas expectativas em relação à recepção da revista por parte do público?
Acho que vai ser excelente! Apesar de as pessoas demonstrarem interesse, Lisboa é a única capital europeia que ainda não tem um guia de cultura e lazer à séria, logo, não temos concorrência.
Para além do mais tem um preço justo (dois euros) e vai estar todas as semanas nas bancas.
Estou muito optimista em relação a isso.

Em que pontos é que, a seu entender, a revista se cruza com a moda?
Em muitos aspectos. A moda é, sem dúvida alguma, uma área de grande interesse e um dos pontos fortes para a revista; vai existir, inclusive, uma área de compras, muito fashion-focused e a ModaLx, por exemplo, vai merecer um tema especial.
Em três palavras, descreva a Time Out.
Irreverente, Inovadora e Útil.

www.timeout.com


Ana Salazar e amiga João Brilha e Raquel Strada


Mariana Saraiva

// RICARDO PRETO_fashion designer // Interview


Se não fosse estilista seria…?
Cantor

Quais as vantagens e desvantagens de ser estilista em Portugal?
As mesmas de qualquer outra profissão. Como tudo, tem coisas boas e coisas más.

Quem gostaria de vestir?
Julliane Moore

Qual a peça mais arrojada que já fez?
Um body em jersey, o meu material de eleição, que levou toda a gente que viu o desfile a pensar que a manequim estava nua.

O preto total é uma aposta segura?
O preto total é um clássico.

Para si, quais são os must-haves da estação?
Toda a alteração estética que ocorreu com a maneira de calçar, especialmente para as mulheres, leva a que o calçado feminino seja um must-have; as bolsas em couro XXL; tricots; trench-coats.

O que é que sente relativamente ao facto de as peças exclusivas que criou para o projecto da Canon “We Speak Image” ser exposta nas semanas da moda de Londres, Paris e Milão, para além da ModaLisboa?
Sinto-me feliz; quando uma grande empresa aposta em nós, (assim como a Nike também faz comigo) e te “pede” que cries, apetece-te trabalhar e consolidar a ligação que temos com ela.

Este ano, as suas peças começaram a ser produzidas industrialmente. Quais os prós e os contras desta novidade?
O facto de a roupa ser produzida em fábrica prepara-me para alcançar o meu objectivo, que é outro tipo de comércio; gostaria de produzir roupa em massa, aliás porque isso leva a que o preço das roupas desça.
O facto de fazer, até aqui, roupa em pequenas quantidades, encarece as minhas criações, e eu gostaria de fazer roupa mais barata.





Backstage Ricardo Preto ModaLisboa / AW07

www.ricardopreto.pt.tp