//INTERVIEW Sebastian Smith

//Fotógrafo//NY


O que é que estás a achar da ModaLiaboa este ano?
Acho sinceramente que melhorou, desde as edições anteriores.
Já vi desfiles muito bons! White Tent foi brilhante a todos os níveis: as texturas que usaram,
a escolha das cores (preto, banco e cinza)...Fiquei mesmo impressionado com toda a produção.
Katty Xiomara é sempre uma das minhas favoritas. Já o ano passado adorei o trabalho dela... e este ano tudo o que ela fez é fantástico! Tive a oportunidade de ver as peças pessoalmente, e estavam perfeitas. As costuras impecáveis, o detalhe, o pormenor (...) encontram-se em todas as peças, e, na minha opinião, é o detalhe que faz da roupa um elemento de estilo.
Se repararem bem, a maior parte das pessoas não tem um guarda-roupa cheio de alta costura... Optam antes por comprar peças muito específicas (malas, sapatos, óculos de sol...), que conjugam com outras roupas. Isso faz delas elementos de estilo.

Adoro a Katty porque as roupas dela são muito versáteis; e é isso que vai fazer delas peças clássicas, sempre na moda; dentro de dez anos ela poderá ser considerada “vintage”.


Qual a modelo com que mais gostarias de trabalhar?
Julia, uma modelo russa, que é fantástica!

Qual a melhor modelo com que já trabalhaste?
Fiz uma sessão com uma rapariga, Erin (Marylin Models, NY) que está muito na berra actualmente e que é fantástica! Espantosa, mesmo!
Transforma-se em frente a uma máquina fotográfica, relaciona-se bem com ela e isso é o
mais importante; a verdade é que, mesmo que uma modelo seja linda de morrer, isso não chega, se não tiver a atitude e a paixão.

Qual a diferença entre trabalhar com modelos masculinos e femininos?
É mais fácil trabalhar com homens do que com mulheres, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensam. Para editoriais, os modelos masculinos têm sempre um look típico: muito másculo, muito forte; para mim, são meros suportes...
É mais desafiante trabalhar com mulheres, porque não há looks pré-concebidos... tu é que
tens de fazê-los, e tens de ser original. Para além do mais, há muitos mais fotógrafos a fazer fotografia com mulheres do que com homens; tens realmente de fazer algo especial.
Mas isto também se prende muito com aquilo que gostas de fazer; tu fotografas aquilo que adoras! Eu adoro mulheres e sou apaixonado por fazer moda, são as duas coisas que mais gosto de fazer, portanto...
Mas atenção, há muitos bons fotógrafos a fazer fotos masculinas espectaculares.



O que é que acha da Portugal?

Adoro, é um sítio fantástico. Visualmente, é muito estimulante, porque para todo o lado que olhas, tens coisas magníficas para fotografar.
Fui a Sintra... vi o palácio, e para mim é um lugar lindo. Fez-me lembrar o castelo da Cinderela. E isso não temos nos EUA.


Sítios a visitar em NY

Maracujá – é bar em Brooklin, com um pátio magnífico. É O SÍTIO para ir! Sempre que amigos meus me visitam em NY, é o primeiro lugar onde os levo.
Café Noir – Soho; tem a melhor comida em NY e é lindo, de estilo mediterrâneo. Quando estou lá, não estou em NY, estou em Marrocos, ou algo do género. É uma experiência espectacular.
Times Square. É muito turístico, mas se fores a NY, não podes passar sem lá ir. As luzes, a mood do sítio, o magnetismo... É conhecido em todo o mundo, e se lá fores uma vez, nunca mais esqueces!
A ponte do
Central Park, para aqueles momentos especiais, que se tornam mágicos aqui.


IN & OUT em NY
Cabelo despenteado – IN
Motas – IN
Vespas – OUT
Sabrinas – OUT

http://www.sebastiansmithphoto.com

//WOW (Winter on the Windows)

Apesar de estarmos em Outubro e continuar um tempo digno da Primavera, as montras já nos fazem lembrar o frio, o cheirinho a castanhas e a Dezembro.

Aproveitem para matar as saudades da estação que não vem, e vão dar uma volta por Lisboa. Porque Inverno, só mesmo nas montras...

(e, claro está, o Inverno faz-se em preto!)





//Vox Pop

//Catarina
Advogada

Qual a sua peça favorita, em preto?

Eu visto-me quase sempre de preto... Não sei, acho que são quase todas as peças: calças, camisolas, blusas, casacos...




//Carla Belchior
Comerciante de vintage

Qual a sua peça favorita em preto? Porquê?

É o "little black dress", da Audrey Hepburn. Fica sempre bem!



//Henrique
Escriturário

Gosta de ver as mulheres vestidas de preto?

Sim, claro.


Qual a peça preta que mais gosta de ver numa mulher?

Um vestido preto.



//Armando, "o maroto"
Cantor de fado

Gosta de ver as mulheres vestidas de preto?

Gosto. O que eu gosto mesmo é de ver as mulheres com meias pretas, a deixar ver um bocadinho da perna. Hoje em dia não se liga nada a isso, mas antigamente era assim.

RESULTADO - Vitória esmagadora para o vestido preto!

Já sabem minhas senhoras: tudo a comprar um!


// FRANÇOIS LE CALVEZ // Interview

//François le Calvez
Booker da agência Metropolitan, Paris




O que é que estás a achar de Portugal?
Até agora só tive boas surpresas! Em Paris toda a gente acha que já conhece tudo acerca do mercado e do mundo da moda, e aqui as coisas não são assim; toda a gente se conhece, todos querem melhorar, todos têm um desfio. Isso é muito bom!

O que é que tens a dizer acerca da “moda dos portugueses”, em geral?
Bom, ainda não tive tempo para passear pela cidade e ter atenção a isso, portanto não estou apto para falar desse assunto.


Estás a gostar dos desfiles?
Sim, tive surpresas muito boas até agora. Muitos estilistas estão a fazer coisas inovadoras...
gosto particularmente das cores que usam.

Muitos estilistas, como por exemplo...?
Hmm... Os desfiles que mais gostei foram Isabella Capeto (a estilista convidada) e Miguel Vieira, que me remete para o estilo YSL.

Ah, e Dino Alves... É muito excêntrico, mas adorei!

O que é que tens a dizer sobre as modelos portuguesas?

Encontrei raparigas realmente bonitas! Apesar de, aqui em Portugal, as modelos serem mais comerciais do que em França, há duas em particular que gostava de levar comigo para Paris.

E podemos saber quem são as sortudas?

Adoro a Milena (Milena Cardoso –
LoftModels), “apaixonei-me” por ela, acho-a fantástica e quero mesmo que ela venha. A outra rapariga é a Milene (Milene Veiga – CentralModels), que é loura e acho que seria perfeita... tem estado irrepreensível em passerelle.

Qual é a sua modelo favorita actualmente?
Irina K (
Trump Managment, NY)
Actualmente, faz a campanha para “Daisy” da Marc Jacobs e também já fez a da DKNY. É sempre um prazer trabalhar com ela.

É uma das minhas meninas e estou muito orgulhoso dela! Quando tu realmente acreditas no potencial de alguém e depois isso se confirma, é óptimo!

(Irina Kulikova, nascida e criada em Moscovo, foi descoberta num restaurante em Moscovo. Daí até às passerelles de todo o mundo, foi um pulo. Fez a campanha de Outono 07 para a CK em NY, abriu o desfile da Prada em Milão, desfilou YSL em Paris, entre outros – Jil Sander, Gucci, Mil Mil, Chloé...)

Para terminar, diz-nos o que, para ti, está IN e OUT em Paris...
Bom, isso é uma pergunta difícil...
Hhmmm.... Está OUT usares skinny jeans se tiveres mais de trinta anos... é definitivamente out. E IN...hhmm... sapatos brilhantes, de verniz, sem dúvida
( e aponta para os seus próprios pés.
Como devem calcular, tinha uns calçados!).

// On the Street

A conjugação do vermelho com o preto é uma das tendências para esta estação. Go for it!


Preto total com um apontamento de cor num cinto da Burberry. Como vêm, o truque está em coordenar roupas básicas com acessórios (sejam cintos, malas, óculos de sol, sapatos...) mais caros. Não é preciso nem é conveniente um outfit inteiro de marca...


//ModaLisboa MOVE_Backstage

E agora...um presente para vocês!
Temos mostrado o melhor da ModaLisboa MOVE, do lado de cá, daquele que toda a gente com um convite na mão pode conhecer... Hoje vamos levar-vos ao outro lado; estivemos “infiltrados” no backstage, o motor da ModaLisboa, “o país das maravilhas” onde só se entra com pulseira ... gente bonita (volta e meia em trajes menores), roupa exclusiva, maquilhagem que não acaba, stress miudinho antes de cada desfile...
Fiquem a conhecer o motor da semana de moda nacional e algumas das pessoas que fazem dela aquilo que é!

Dêem uma olhadela.







//MODALISDOA MOVE_day 04/Extras

//No Comments

//Queen Aretha @ GoodBuy


//Projecto LigaBem da Blindesign by Dino Alves



//We Speak Image - Canon/Ricardo Preto



//Seat


//Side Caffe People



//Epidemia Óculos de Sol - parte 2





// MODALISBOA MOVE_Day04

//Programa
15.00 – Lara Torres
16.00 – Ricardo Dourado
17.00 – Nuno Gama
18.00 – Anabela Baldaque
19.00 – Ricardo Preto
20.00 – ADD.UP Osvaldo Martins
21.00 – Nuno Baltazar

E eis que chega o quarto e último dia da ModaLisboa; As atenções viram-se para as colecções que ainda não foram apresentadas, e as expectativas não são defraudadas, de todo! Fiquem com o melhor do quarto dia (e, em alguns casos, com o melhor da ModaLisboa).

O dia começou com “Mimesis I: Estudos”, de Lara Torres. Aliando à sua colecção para a próxima estação os estudos para o projecto “Mimesis” (experimental e interdisciplinar, centrado na materialização do objecto e da memória), a estilista elevou o vestuário ao estatuto de arte, dando-lhe uma dimensão escultórica; esta colecção fragmentária, em que cada peça é um pouco da história de quem a usa, desenvolve-se numa paleta de brancos e beges, e algodões, sedas, linhos, lã, látex, porcelana, pele e prata.

A obsessão pela luz, pelos efeitos cromáticos e pelo instante deu o mote para a colecção de Ricardo Dourado. Numa paleta de tons queimados de inspiração retro, num jogo belíssimo de contraste entre o dourado e o vermelho, as peças estruturadas em algodões e sedas criam uma silhueta alongada e, através da sobreposição de camadas, oversize. Não podemos deixar de fazer uma chamada de atenção aos cabelos: a franja está, indubitavelmente, in. Em suma, uma moldura perfeita para mulheres modernas e de imagem forte.


// Nuno Gama.


Numa homenagem ao homem sexualmente confiante, cujo bom gosto o faz ultrapassar as barreiras sociais, Nuno Gama traz-nos a colecção masculina “Fetiche Sport Couture Clube”. Os contrastes pautaram toda a colecção, tanto nos materiais (lãs nobres misturadas com sedas e algodões) como na coordenação das peças, maioritariamente em tons terra, com apontamentos de amarelo. O típico Galo de Barcelos foi reeditado pelo estilista e apareceu em estampagens, aplicações, pendentes, porta-chaves...
Uma espécie de sado maso lusitano! Eheheh

Anabela Baldaque apresentou “Giroflé”, onde quadrados, riscas, xadrez, bolas e flores conviveram alegremente. Todas as peças primaram pela meninice, numa colecção fresca e leve, construída a partir de algodões, sedas e musselinas em cores como o vermelho, rosa, lilás, azul e verde.


//Anabela Baldaque



O momento alto da noite, na nossa opinião, veio com Ricardo Preto! “Fake Empire”, que abriu ao som da música dos “The National” com o mesmo nome, é uma colecção clean, de cortes marcadamente geométricos e silhuetas estreitas nos ombros.
Mike Scott dos Waterboys, os anos 20, a art déco e o documentário dos 70’s “Grey Gardens” foram as inspirações para Ricardo desenvolver este trabalho no qual tecidos atípicos ao corte dão vida a peças de linhas rígidas e estruturadas, em cores como o caramelo, branco, ferrugem, azul gelo e preto.


//Ricardo Preto


Nota máxima para o casaco masculino de estampado tropical e para a música de fecho do desfile. Nota máxima para Ricardo Preto!



//ADD.UP Osvaldo Martins


Por volta das 20.30, Osvaldo Martins toma de assalto a passerelle da ModaLisboa, com uma colecção cujo objectivo é, através da conjugação do formal e do informal, afirmar o indivíduo enquanto ser único e com uma linguagem própria.
Numa paleta de cores sóbrias e desenvolvida em materiais como a sarja, cetim, lãs, vernizes e peles, a colecção, com aspectos de inspiração vintage e artefactos inspirados nos origamis, prima pelo detalhe presente em todas as peças.
Adorámos os bigodes aplicados aos manequins, os canudos judaicos e, claro está, os boxers que desfilaram por último, a pedir aplausos!


//Nuno Baltazar

Nuno Baltazar ficou incumbido de fechar o evento; e fê-lo bem! Com música ao vivo e uma cantora lírica na passerelle, “Divers” recriou os cenários do trabalho de Hoyningen-Huene, um fotógrafo de moda da década de 20/30. As tonalidades fotográficas (preto, banco, sépia) foram as eleitas para a colecção solta e feminina, requintada, feita a partir de uma recriação da haute-couture e repleta de contrastes masculino/feminino, fluído/estruturado.
O toque acetinado das popelinas, linhos, cetins e tafetás de seda pontuados com pérolas e cristais quase podia sentir-se ao olhar para o leve balançar dos tecidos ao som do piano.

Dia 04 - Over!
Moda LIsboa Move - Over!
Ficamos à espera da próxima. Até para o ano.